Monday, March 12, 2007

Radiojornalismo: a notícia em primeira mão


Ronald Reagan foi um dos apresentadores de jornais falados que marcou história

O rádio, além da vantagem do imediatismo em passar a informação, tem a possibilidade de ser acompanhado ao fazer-se outras tarefas. A vantagem deste meio de comunicação é que podemos estudar, trabalhar e locomover-se ouvindo notícias que podem estar sendo transmitidas ao mesmo tempo em que os fatos se sucedem. A internet tem essa mesma possibilidade de imediatismo, no entanto não se pode ler um texto e escrever um e-mail ao mesmo tempo. Então, o rádio ainda é um meio que tem um grande diferencial que pode ser explorado pelos profissionais que nele trabalham.

A minha intenção em relatar essa grande vantagem do rádio, que é de conhecimento de todos que estudam ou trabalham em Comunicação, é para falar das rádios da região de Rio Grande. Aqui, existem cerca de quatro rádios que trabalham o jornalismo em sua programação, entretanto vejo que ainda são poucos os programas que utilizam a linguagem jornalística de forma mais apurada. Para se ter uma idéia, há programas que simplesmente lêem as manchetes e notícias dos jornais em vez de estarem em busca dos fatos que eles poderiam estar divulgando em primeira mão.

Um repórter de rádio pode entrar ao vivo a qualquer momento na programação através de um simples telefonema, enquanto a TV necessita da imagem e o jornal esperar o dia seguinte para divulgá-lo. Sei que cada veículo tem o seu papel e importância bem definidos nos meios de informação. Mas, o rádio em especial não tem cumprido tal papel em nossa região. Ao menos, no meu ponto de vista, da forma correta em que poderia estar passando as notícias. Vejo que as rádios daqui estão deixando de explorar o seu principal diferencial.

Há alguns dias, venho em busca de programas de radiojornalismo na cidade de Rio Grande para manter-me informado. Mas, não consigo ficar preso a nenhum deles e acabo sempre na Gaúcha, que é um excelente canal de informação. Infelizmente, acabo me informando mais dos fatos que ocorrem na região metropolitana de Porto Alegre do que das notícias da minha própria cidade. Gostaria de poder ficar sintonizado durante todo o dia em uma rádio daqui, garantindo sua audiência e, principalmente, mantendo-me informado dos fatos da minha cidade. Mas, ao necessitar sintonizar em uma rádio de fora contribuo para que a audiência deles cresça e conseqüentemente seus anunciantes também. O que se torna outro agravo para as rádios de Rio Grande, que perdem mercado para rádios de fora ou até mesmo para os outros meios como jornal e TV.

Acredito, que as rádios da cidade deveriam investir mais em profissionais capacitados. Pois, os poucos programas que vejo que têm melhor qualidade são exatamente aqueles que mantém esses profissionais. Pois, essas pessoas conhecem a linguagem, a estudaram e sabem transmiti-la de forma a prender seus ouvintes. Não posso descartar alguns profissionais que mesmo sem formação acadêmica cumprem de forma extraordinária o seu papel. Mas, mesmo contando com esses que aprenderam com os anos de trabalho continuo achando muito reduzido o número de profissionais conhecedores da linguagem que trabalham na cidade.

Vejo que as rádios apenas perdem com isso e, sinceramente, espero que alguma invista em sua programação jornalística para que eu possa poder estar sintonizado nos fatos da minha cidade.

A propósito, ainda estou na busca de bons programas de radiojornalismo por aqui e se alguém conhecer um ficaria grato que me informasse.

1 comments:

Sérgio Henrique Ribeiro da Silva said...

Dessa vez, ao contrário da outra ( heehheehe ) concordo com quase tudo.
Beira a sacanagem o nível dos profissionais de rádio e o que eu discordo é sobre o nível dos profissionais da capital, pra mim são eles de última igualmente. Escuto os profissionais do interior e concordo contigo, quando fazem um apanhado das principais notícias do interior, vão chamando as cidades a respectiva retransmissora e no ar entra alguém que não sabe formar uma frase, a diferença talvez seja só na fluência do sujeito com a latinha na mão, mas o conteúdo é o mesmo. Talvez na Rádio Gaúcha realmente haja uma diferença, mas me parece ínfima. Eles investem na capacitação dos profissionais mesmo, mandam gente que já tá nos quadros da rádio há quase 10 em cursos de especialização fora do país, por exemplo. É comum alguém que trabalha na Guaíba, quando contratado pela Gaúcha mesmo tendo alguma notoriedade e gerar expectativa do público pela sua estréia na rádio
levar 1 mês pra entrar no ar, pois tem defeitos na sua base enquanto comunicador que são bastante primários.
O pessoal formado nos anos 70,80 e 90 tem um nível baixo demais.
Intelectualmente atrofiados, mal lidos, com um aspecto meio troglodita na maneira de desenvolver o raciocínio até.
Vejo na turma de agora, pelos blogs e agora começo a descobrir os podcasts, de universitários em especial, qualidade, conteúdo, desembaraço pra falar e saber do que se está falando. É uma das poucas áreas, escolhe a área, da engenharia civil até o direito, em que quem tá chegando vem atropelando com tudo, pelo menos na forma de ser e se expressar e como encaram o ato de se comunicar. Se vão conseguir se impôr e botar com os dinossauros pra correr não sei, espero que sim e tenho a feliz impressão que é algo inevitável. Quanto a dica de programas de rádio....... local? Nada... eu pelo menos espero babando a chegada do Rádio Digital aqui, não me incomodaria nada em ficar ouvindo o Howard Stern de manhã.