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Wednesday, August 01, 2007

Mídia na mira do PT

A executiva do PT nacional aprovou ontem (31) uma resolução para que os seus militantes, partidários e que ocupam mandatos venham a combater a mídia. Na notícia do site do próprio partido, que também traz o texto completo da resolução, é afirmado que "a campanha de 2008 já começou". Eles alegam que a mídia está aproveitando-se de fatos como o acidente da TAM para ir contra o PT e o governo Lula.

Esse episódio muito me preocupa, pois desconheço até que ponto um partido pode convocar seus apartidários e simpatizantes a combaterem um dos meios que é de fundamental importância para a sustentabilidade da democracia. O governo Lula, no meu entender, é até poupado pela mídia. Pois, lembro de governos anteriores, quando não havia tantos escândalos políticos envolvendo corrupção, em que a mídia batia fortemente nos governantes.

Essa convocatória do PT me parece um desvio da atenção dos seus próprios militantes da veracidade dos fatos. Independentemente de partido, não me lembro de ter visto tantos escândalos de corrupção no país como nos últimos anos. O país certamente está crescendo e a renda subindo, como é citado na notícia, mas não de forma sustentável como deveria para vir a tornar-se auto-suficiente, com uma economia sólida. O crescimento do Brasil, hoje, é conseqüência da economia globalizada que favorece o nosso país e não só pela política do governo Lula, pois os juros continuam altos e o câmbio desfavorável para a exportação, o que é totalmente prejudicial para um país que deseja crescer.

Mas, junto a esse crescimento existe todo um sistema no país que sofre com os gargalos logísticos. As estradas mal condicionadas, portos com problemas de calados, aeroportos que nem é necessário exemplificar, são problemas que atrapalham freqüentemente o PIB nacional. Tirando o fato dos aeroportos, pouco vejo ser noticiado na mídia os outros problemas que são de responsabilidade do Governo Federal. Então, vejo que o PT e o seu governo têm sido de certa forma poupados. Não é preciso muita força para lembra de quanto o problema do apagão energético foi notícia na mídia durante o governo Fernando Henrique. Agora, pouco se vê do apagão logístico do atual governo.

Esses são alguns exemplos para que fique claro que o atual governo não tem sido vítima da mídia e sim mais poupado do que pensa ser atingido. Então, utilizar-se de sua militância e ao mesmo tempo iludi-la de que a sua política esteja sendo agredida é o que chamo de "cegueira frente aos fatos". Mas, o que também não poderia ser considerado muito problema num país em que o presidente nunca sabe de nada quando se trata de corrupção no seu alto escalão.

Pode ser um exagero, mas só espero que isso não acabe numa Venezuela II, onde parte da população foi iludida a acreditar que a oposição estava sendo prejudicial àquela nação e acabaram caçando a concessão de um dos seus mais importantes veículos de comunicação. Nesse aspecto eu elogio o PT, que quando era oposição fazia um importante e excelente trabalho para o Brasil. Pena que como governo não teve tanto sucesso.

Oposição para mim é como a livre concorrência, onde os bons comerciantes a utilizam para diferenciar-se no mercado, positivamente, e que todos os nossos políticos utilizem aquele velho jargão do campo da administração que sugere "tirar-se de um problema uma oportunidade".

Esse fato foi notícia também no site comunique-se.

Monday, March 12, 2007

Radiojornalismo: a notícia em primeira mão


Ronald Reagan foi um dos apresentadores de jornais falados que marcou história

O rádio, além da vantagem do imediatismo em passar a informação, tem a possibilidade de ser acompanhado ao fazer-se outras tarefas. A vantagem deste meio de comunicação é que podemos estudar, trabalhar e locomover-se ouvindo notícias que podem estar sendo transmitidas ao mesmo tempo em que os fatos se sucedem. A internet tem essa mesma possibilidade de imediatismo, no entanto não se pode ler um texto e escrever um e-mail ao mesmo tempo. Então, o rádio ainda é um meio que tem um grande diferencial que pode ser explorado pelos profissionais que nele trabalham.

A minha intenção em relatar essa grande vantagem do rádio, que é de conhecimento de todos que estudam ou trabalham em Comunicação, é para falar das rádios da região de Rio Grande. Aqui, existem cerca de quatro rádios que trabalham o jornalismo em sua programação, entretanto vejo que ainda são poucos os programas que utilizam a linguagem jornalística de forma mais apurada. Para se ter uma idéia, há programas que simplesmente lêem as manchetes e notícias dos jornais em vez de estarem em busca dos fatos que eles poderiam estar divulgando em primeira mão.

Um repórter de rádio pode entrar ao vivo a qualquer momento na programação através de um simples telefonema, enquanto a TV necessita da imagem e o jornal esperar o dia seguinte para divulgá-lo. Sei que cada veículo tem o seu papel e importância bem definidos nos meios de informação. Mas, o rádio em especial não tem cumprido tal papel em nossa região. Ao menos, no meu ponto de vista, da forma correta em que poderia estar passando as notícias. Vejo que as rádios daqui estão deixando de explorar o seu principal diferencial.

Há alguns dias, venho em busca de programas de radiojornalismo na cidade de Rio Grande para manter-me informado. Mas, não consigo ficar preso a nenhum deles e acabo sempre na Gaúcha, que é um excelente canal de informação. Infelizmente, acabo me informando mais dos fatos que ocorrem na região metropolitana de Porto Alegre do que das notícias da minha própria cidade. Gostaria de poder ficar sintonizado durante todo o dia em uma rádio daqui, garantindo sua audiência e, principalmente, mantendo-me informado dos fatos da minha cidade. Mas, ao necessitar sintonizar em uma rádio de fora contribuo para que a audiência deles cresça e conseqüentemente seus anunciantes também. O que se torna outro agravo para as rádios de Rio Grande, que perdem mercado para rádios de fora ou até mesmo para os outros meios como jornal e TV.

Acredito, que as rádios da cidade deveriam investir mais em profissionais capacitados. Pois, os poucos programas que vejo que têm melhor qualidade são exatamente aqueles que mantém esses profissionais. Pois, essas pessoas conhecem a linguagem, a estudaram e sabem transmiti-la de forma a prender seus ouvintes. Não posso descartar alguns profissionais que mesmo sem formação acadêmica cumprem de forma extraordinária o seu papel. Mas, mesmo contando com esses que aprenderam com os anos de trabalho continuo achando muito reduzido o número de profissionais conhecedores da linguagem que trabalham na cidade.

Vejo que as rádios apenas perdem com isso e, sinceramente, espero que alguma invista em sua programação jornalística para que eu possa poder estar sintonizado nos fatos da minha cidade.

A propósito, ainda estou na busca de bons programas de radiojornalismo por aqui e se alguém conhecer um ficaria grato que me informasse.

Saturday, December 02, 2006

Brasil aos olhos da CNN

A CNN passou uma semana veiculando uma série especial que tinha como tema o Brasil. A série Eye on Brazil: Land of Contrasts ficou no ar até a sexta-feira (1/12) e tomou como referência a cidade do Rio de Janeiro. O assunto é capa do site comunique-se desde ontem e tem gerado polêmica entre os jornalistas brasileiros, já que o país é muito mais que somente o Rio de Janeiro.

A imagem do nosso país no exterior é sempre muito importante para desenvolver o turismo e atrair investidores. Porém, é preciso perceber-se que os norte-americanos, normalmente, vendem uma imagem distorcida dos países da América Latina. Assim, como de outros locais do mundo.

Lembro, nos anos 90, de assistir filmes em que passavam imagens do Brazil. Brazil com "z" mesmo, pois as cenas que lembro de ver nada tinham a ver com a realidade do nosso Brasil. Nos filmes o nosso pais parecia estar tomado por traficantes, prostituição infantil e circos. Sabemos que isso existe e devemos alertarmo-nos, mas não generalizarmos. Pois, no Sul, a situação é bem diferente da do Rio de Janeiro, felizmente melhor.

Não se pode apresentar um país do nosso tamanho tomando-se apenas uma cidade como referência. Aquela realidade [apresentada nos filmes] não ocorre nem no Sul e nem no Rio, não naquela proporção.

Então, cada vez que uma rede estrangeira vem aqui fazer algum documentário desse porte, fico receoso com o que estão mostrando. Alguém já se perguntou qual é a realidade em países como a Colômbia, por exemplo. Será que aquela imagem de selva, cidades em ruínas e traficantes fortemente armados por todos os lados, andando em seus Jeeps como loucos, é o que realmente se passa naquele país.

O documentário da CNN será reprisado neste sábado (2/12), às 13h e 18h, e no domingo (3/12), às 18h. Vale a pena checar qual é a imagem que os gringos estão passando de nós.

Só espero que não seja a de cariocas que passam o dia na praia e levam a vida a base de choop. Pois, na verdade, nem os próprios cariocas levam a vida assim.

Lembre-se daquele velho ditado: “a primeira impressão é a que fica”.

Thursday, November 02, 2006

19 days to go

O motivo desta postagem é para justificar as poucas postagens nas últimas semanas. O dia oficial para a entrega da minha monografia é 21 de novembro. Mas, extra-oficial é dia 17, para a orientadora dar a última revisada. Porém, em função de ter que estudar mais para a prova do mestrado da Puc, o meu prazo será antes disso.

O trabalho está na reta final, amanhã termino toda a parte teórica dos gêneros jornalísticos na mídia tradicional, o histórico da Internet e algumas características necessárias para poder sugerir novos gêneros, se é que os identificarei.

No sábado, irei buscar os novos gêneros no meu objeto. Tratá-se de um dia inteiro de notícias da FOLHAONLINE. Escolhi o dia primeiro de novembro e evitei o feriadão já que o número de notícias cai drasticamente nesses dias. Mas, isso irá me causar uma análise de mais de 300 notícias. O que irá gerar, no mínimo, um dia de leitura e classificação do conteúdo nos gêneros opinativo, informativo e interpretativo, essa é a classificação que tomei como linha depois de três meses de estudo. Os textos que não se enquadrarem em um desses três gêneros serão classificados como novos gêneros que desejo sugerir. Claro, espero encontrar novos e tenho uma forte convicção de que serão encontrados. Domingo, será para iniciar as análises e alterações já sugeridas pela Raquel [orientadora].

O objetivo desse trabalho é perceber que existem novas formas de se fazer jornalismo e deixar o trabalho como contribuição para novos estudos, que poderão aprofundar-se nessas novas tendências, que espero comprovar, para criar novas ferramentas ao aperfeiçoamento da atividade jornalística.

Atividades paralelas:
A vida de estudante, pesquisador e trabalhador é algo totalmente possível. Claro, que todas as outras atividades, como as de lazer, foram suspensas. Mas, no final é muito gratificante e já posso sentir um gostinho de auto-realização. Muitas pessoas contribuem de forma afinca para isso e terão seu reconhecimento no devido tempo.

Mas, já começo a agradecer às pessoas que me ajudam na minha formação, principalmente aos meus pais. Mas, voltando às atividades paralelas, a próxima semana será, ao mesmo tempo em que compensadora, extremamente desgastante. Por isso, abaixo estão algumas das tarefas e o motivo de justificar desde já a não publicação de textos.

Agenda:
Feriadão: monografia;
De segunda a sexta-feira, no horário comercial: editar a próxima edição da Conexão Marítima em Rio Grande;
Quinta-feira (8): apresentação da pesquisa da Copa no CIC da UCPel em Pelotas;
Sexta-feira (9): prova de Legislação em Comunicação em Pelotas;
Sábado (10): Prova do mestrado da Puc em Porto Alegre;
Domingo (11): Prova do Enad do MEC em Pelotas.

Bom, acredito que a minha ausência está justificada e após essa semana maluca irei passar a escrever sobre a minha monografia, em pequenas postagens. Assim, espero continuar seguindo o que disse em minha primeira postagem nesse blog, para deixar alguma contribuição.

Que a minha orientadora não leia essa postagem :p

Thursday, October 19, 2006

Juremir Machado da Silva palestra em pelotas

O professor Juremir Machado da Silva, da Puc-RS, fez uma palestra aos alunos da escola de Jornalismo da UCPel na noite desta quinta-feira (19). O tema da palestra tratava do profissional de jornalismo e o mundo acadêmico.

De forma hilária o professor contou a sua vida como profissional de jornalismo, passando pelos veículos Zero Hora, Folha de São Paulo e Correio do Povo, este último é um dos seus empregos atualmente. O outro trabalho de Juremir é como professor universitário, na Puc, e isso o credencia para tratar do tema proposto à palestra.

Na palestra ele falou que as duas áreas não se fundem em função dos preconceitos das redações e, também, das universidades. Contou que em seu primeiro trabalho o seu editor reclamara que o seu texto estava muito filosófico e que aquilo era para ser trabalhado na universidade. No meio acadêmico, enquanto fazia mestrado, os seus colegas e professores reclamavam que seu texto era pouco teórico. Assim, como até hoje, disse que os veículos preferem passar “besteiras” a dar cultura aos seus leitores e que no meio acadêmico a linguagem é tão confusa e literária que fica inacessível a muitos.

Para Machado os profissionais devem buscar cada vez mais conhecimento e cultura. Ele destacou o fraco vocabulário dos alunos ao entrarem na universidade, por não terem sido estimulados à leitura no tempo da escola. Acredita que só a partir da universidade os alunos passam a perceber o valor que a leitura tem para a construção do conhecimento.

Juremir falou, ainda, da influência que a revista Veja tem sobre a população. Na opinião dele “nenhuma”, pois se tivesse o Lula “não ganharia a eleição”. De fato parece não ter influência alguma. “Há quatro anos a Veja fala mal do governo Lula e, no entanto, lula irá se reeleger”, ressaltou ele. Alias, ele falou que a imprensa brasileira não manipula a opinião pública e justificou com esse exemplo citado.

Disse que um dos motivos segue nas duas áreas, profissional e acadêmica, em busca, também, de melhor remuneração. O que serve como uma boa dica, para os profissionais que se queixam dos seus salários.

As informações passadas pelo professor hoje certamente serão úteis para os futuros profissionais que o curso está formando. Mas, o meu melhor proveito foi o rápido papo que tive com o professor após a palestra, ele deu dicas de orientadores e como devo fazer para garantir uma vaga no mestrado da Puc. :)

Wednesday, October 18, 2006

Só aceito notícia que dá lucro

O compromisso de um veículo de comunicação é levar ao seu público informações de interesse coletivo. Porém, nem todos os veículos pensam da mesma maneira, já que insistem em vincular as “notícias” a serem publicadas com o comercial da empresa.

Nesta semana entrei em contato com a redação de um jornal para saber se uma notícia que havia sugerido havia sido publicada, já que na semana anterior estava de férias e não acompanhei tal jornal. No entanto, a repórter que me atendeu me informara que eu deveria entrar em contato com o departamento comercial que eles me explicariam o porque da informação não ter sido veiculada, ainda. Ela entendeu que aquela informação era notícia, mas que por uma nova norma interna tudo deveria passar pelo departamento comercial.

Enfim, fui transferido direto a tal departamento que me deixou o motivo mais claro. “Agora, só publicamos notícias de quem são nossos parceiros”, disse o gerente. Mas, quem são os parceiros de um jornal afinal. Os leitores ou os anunciantes? O caso é que, pelo o que tenho lido, os veículos de vanguarda, cada vez mais se voltam aos leitores, a fim de garantir sua rentabilidade e compromisso social. Aliás, esse é o grande motivo de um jornal existir. Ou seja, levar notícias de interesse coletivo e não individuais.

Esse problema já é de conhecimento da maioria, só manifesto essa situação para alertar aos “comerciais” dos veículos para tomarem como espelho alguns meios de comunicação, como os europeus, que trabalham voltados para os seus leitores e crescem consideravelmente. Isso contribui ainda para que o meio não fique atrelado a interesses que poderiam acabar até mesmo pautando suas redações. Voltados aos leitores, conseguem veicular notícias de forma mais isenta, de interesse coletivo e, ainda, faturar mais.

Imagino a situação dos profissionais jornalistas que trabalham em empresas nesses moldes, já que eles formaram-se, também, com essa idéia do compromisso com o leitor. Mas, que para garantir seu sustento são obrigados a submeter-se a tais explicações.

Friday, October 13, 2006

Idiotas do copidesque e da objetividade

Lendo o livro A Opinião no Jornalismo Brasileiro, de José Marques de Melo, me deparo com uma citação de Nélson Rodrigues criticando o copidesque e a objetividade de tal maneira que resolvi publica-la aqui. Tirem suas conclusões, considerando que o livro de Rodrigues, de onde a citação foi retirada, é de 1977.

Sim, o copidesque instalou-se como uma figura demoníaca nas redações. (...) Aliás, devo dizer que o copidesque e o idiota da objetividade são gêmeos e um explica o outro (...) E o pior é que, pouco a pouco, o copidesque acabou fazendo do leitor um outro idiota da objetividade. A aridez de um se transmite ao outro. Eu me pergunto, se um dia, não seremos nós cem milhões de copidesque. Cem milhões de impotentes de sentimentos (RODRIGUES apud MELO, 1994, p. 82).
Seríamos, hoje, tais idiotas que ele se referia na época?

Thursday, September 14, 2006

Novos livros de comunicação são adquiridos pela biblioteca da Ecos

A biblioteca da Escola de Comunicação Social (Ecos) adquiriu mais de 20 novos livros. Os alunos podem contar, agora, com várias obras relacionadas à fotográfica digital, como o Manual de Fotografia Digital, de Tim Daly, com exemplares recentemente lançados, como Teoria do Jornalismo, de Felipe Pena e, ainda, com 1984, o mais famoso romance de George Orwel. As outras publicações tratam de semiótica, cinema, Internet, tevê e rádio.

Os leitores que gostam de clássicos best sellers têm a oportunidade de ler 1984, de Orwel, que conta a história de um mundo dividido em três super-estados. A obra, que solidificou o autor, retrata uma grande guerra disseminada entre esses estados.

O livro de Pena, inovando em estilo científico, é escrito em primeira pessoa e introduz, de forma didática, a história do jornalismo, trata de suas teorias e sugere algumas estratégias para os profissionais atuarem de forma responsável e cívica. A leitura de Teoria do Jornalismo é muito agradável e aconselhável para todos os alunos do curso que têm interesse em entender o funcionamento dos veículos e do porquê das notícias serem como são.

A monografia de Sylvia Moretzsohn virou livro, tamanha forma que ela questiona o tratamento das notícias na Internet versus a velocidade de suas veiculações. A obra da autora, Jornalismo em Tempo Real, alerta para as novas tendências de como se fazer jornalismo, ou mostrando como não se fazer. Ainda, tratando-se de Internet, chega o livro de Sérgio Amadeu da Silveira que fala da miséria na era da globalização. Sua obra, Exclusão Digital, coloca as estratégias para a inclusão digital em setores desfavorecidos da economia atual.

A rádio Jovem Pan tem sua história contada em Jovem Pan: a voz do rádio, de Álvaro de Farias. O radialista conta como a antiga rádio Panamericana se modernizou e sobreviveu no mercado. O conhecimento no rádio é importante para quem deseja fazer telejornalismo que pode contar, também, com a obra Jornalismo na TV, de Olga Curado, que conta o cotidiano desses profissionais. Assim, como os alunos que gostam da arte do cinema que em Cultura da Mídia, de Douglas Kellner, podem adquirir conhecimentos sobre métodos e análises da cultura contemporânea nos filmes.

A fotografia teve uma parcela importante na aquisição dos novos livros. Obras específicas para trabalhos em fotografia digital foram adquiridas. Isso contribui para o aprendizado do aluno, que pode se manter atualizado nas novas tendências tecnológicas. O título Fotografia Digital, de Júlio Preuss, ensina técnicas para a compra do equipamento certo e de como deve ser feita a impressão das fotos. Phoyoshop CS, de Scott Kelbv, tráz explicações para ferramentas do mais famoso aplicativo para o tratamento e manuseio de imagens da atualidade. Outra obra que também fornece segredos do Photoshop é Fotolog e Fotografia Digital, de João Vicente Costa.

Os livros da biblioteca são adquiridos através dos pedidos dos professores. Assim, sempre que o aluno não encontrar um livro, deve pedir ao seu professor que o solicite a sua escola. A dica é dos funcionários da biblioteca, que orientam sempre os alunos para procurarem os professores e a escola quando os livros buscados não são encontrados. As obras são adquiridas, geralmente, nos inícios dos semestres.

Outras obras estão para chegar à biblioteca. Então, por favor, como diz o comercial da MTV: "desligue a tevê e vá ler um livro!"

Obras adquiridas no 2º semestre de 2006
1984, George Orwel
A Arte da Fotografia Digital, André Luis de Alvarenga
A Notícia na TV, Olga Curado
A Religião das Máquinas, Erick Felinto
A Sociedade em Rede, Manuel Castells
Cinema Brasileiro Hoje, Pedro Butcher
Cultura da Mídia, Dougla Kellner
Escola de Fotografia, José Antônio Ramalho e Citché Palacin
Exclusão Digital, Sérgio Amadeu da Silveira
Fotografia Digital, Júlio Preuss
Fotolog e Fotografia Digital, João Vicente Costa
História da Sociedade da Informação, Armand Mattelart
História e Fotografia, Maria Eliza Linhares Borges
Interação e Sentidos no Ciberespaço e na Sociedade, Compós vol. 2
Janelas do Ciberespaço, André Lemos e Marcos Palácios
Jornal Nacional: a notícia na TV, Memória Globo
Jornalismo em Tempo Real, Sylvia Moretzsohn
Jovem Pan: a voz do rádio, Álvaro Alves de Farias
Manual da Fotografia Digital, Tim Daly
O Tempo das Tribos, Michel Maffersoli
Photoshop CS, Scott Kelby
Semiótica Aplicada, Lúcia SantaellaTeoria do Jornalismo, Felipe Pena

Tuesday, September 12, 2006

O porquê do escrever

O jornalismo é algo que deve ser levado a sério. A vida nem tanto, apenas levada. Mas, se considerar que para se realizar tudo o que se deseja alcançar devemos ser pessoas integras e verdadeiras, pode-se dizer que levamos a vida um tanto a sério. Assim, pretendo contribuir aqui, às pessoas que desejarem meus textos ler, com um pouco do que aprendo em minha vida profissional e acadêmica.

Os últimos anos me serviram para adquirir aprendizado e experiência para me tornar apto a escrever, interpretar, refletir e, até mesmo, opinar. Experiência essa que ainda me falta, já que a adquirimos com o cotidiano. A cada dia que se vive mais se aprende, portanto começo a escrever para que um dia seja experiente o suficiente para poder olhar para trás e saber que pude contribuir.

O nome do blog Jornalismo de Resistência foi inspirado no livro de Felipe Pena, em que o autor sugere formas de como os profissionais dessa área podem garantir uma informação de qualidade aos seus leitores. Assim, espero aqui puder seguir essa linha e mais do que passar algum conhecimento, adquirir.

Desejo a você, que dispensou do seu tempo para ler, uma boa leitura e, mesmo que esse seja o único texto produzido por mim que leia, desejo apenas que continue lendo outros textos.