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Sunday, September 09, 2007

Zero Hora revela prejuízos no comércio causados pelo crime

Você já se sentiu desconfortável com o excesso de segurança em algum estabelecimento comercial? Já passou por uma constrangedora situação por culpa do alarme da loja que apitou pelo esquecimento de uma das empacotadoras de tirar a etiqueta de segurança ou ficou sem graça com algum segurança desconfiando de você? Certamente se não passou por situações parecidas provavelmente conhece alguém que já enfrentou situações desse tipo. Mas, até que ponto os proprietários das lojas estão errados em "exagerarem" na sua desconfiança de que alguém irá roubá-los a qualquer momento?

Isso me chamou a atenção depois de ler a primeira reportagem de uma série que está sendo veiculada a partir deste domingo (9) no jornal Zero Hora. A série é intitulada de "A ECONOMIA CORROÍDA PELO CRIME" e revela dados alarmantes a respeito dos prejuízos causados pelos assaltos e roubos nos estabelecimentos comerciais gaúchos. Traz histórias tristes de pessoas que perderam tudo o que haviam investido no sonho de um negócio próprio. Como foi o caso de um casal que havia montado uma loja de DVD em Porto Alegre. Depois de acumular suas economias por 10 anos, num único roubo toda a loja foi saqueada obrigando-os a suspender o sonho de trabalhar por conta própria. A reportagem traz ainda os recursos que são investidos em segurança pela rede de farmácias Panvel que poderiam estar sendo investidos em novos postos de trabalho. O crime nesses comércios só não prejudica esses investimentos como faz sumir empregos já existentes. Denuncia ainda todos os impostos que deixam de ser arrecadados pela falta de comercialização das mercadorias roubadas como dos empregos não gerados.

A série vai até quinta-feira e pretendo acompanhá-la para poder conhecer um pouco desse mal que assombra o comércio gaúcho. Com isso passo a repensar se os estabelecimentos estão errados em tratar todos como criminosos em potencial. Pois, se uma loja é assaltada ou roubada a cada 30min no Estado como eles poderiam agir diferente.

A questão é que, antes de exigirmos melhor tranqüilidade para freqüentarmos os comércios, será necessário exigirmos mais segurança das autoridades, para que não passemos por criminosos em potenciais ou coisa do tipo. Infelizmente, a média generaliza o tratamento que recebemos.

Saturday, May 26, 2007

Quem é o maior criminoso

Nesta última semana foi desmantelado pela Polícia Federal, em Rio Grande/RS, todo um esquema que fraudava o INSS. Para se ter uma idéia do que as fraudes representavam aos cofres públicos, apenas em 9 casos de aposentadorias por invalides inadequadas o prejuízo chegou a 500 mil Reais.

O caso era relativamente simples, mas chamou a atenção pelo número de envolvidos e, também, por ter se estendido a diversos médicos. Os médicos estavam aposentando por invalidez pessoas que não sofriam de nenhuma doença. Os pedidos eram encaminhados ao INSS através de um perito que, também, fazia parte da quadrilha. O caso já é de conhecimento da maioria das pessoas da região, já que recebeu um bom espaço na imprensa local.

A população ficou estarrecida frente a mais um caso de corrupção no país, só que dessa vez muito próxima a elas. A outra situação que também chocou um pouco foi a de ver médicos sendo presos, algemados em camburãos da PF. Acredito que esse tenha sido a imagem mais forte de ser aceita pela maioria. Pois, não estamos acostumados a ver pessoas desse "nível" intelectual e financeiro sendo presas como bandidos traficantes ou assassinos.

Mas, é importante ressaltar-se essa questão. Pois, tais pessoas em tal nível deveriam dar exemplo e não cometer tais atrocidades ao bolso dos contribuintes. Pois, pelo conhecimento que têm, pelas oportunidades em suas vidas e por suas condições, nada justifica que elas venham a cometer crimes como esses.

Acredito que essas pessoas devam ser presas como traficantes e assassinos. Pois, ao meu entender, elas são os piores bandidos. O crime no Brasil, nas classes menos favorecidas da sociedade, é possivelmente conseqüência da falta de investimentos em educação e desenvolvimento social. Dinheiro esse que falta muitas vezes pelo intenso vazamento de recursos dos cofres públicos pelos corruptos desse país.

Um ótimo exemplo, que pode ser analisado nessa questão de quem é mais criminoso, foi um anúncio institucional sobre drogas e segurança que recentemente foi veiculado na televisão. O VT inicia mostrando um jovem gritando por sua namorada que havia sido baleada em um assalto numa sinaleira. Nesse instante, o filme retrocede até o momento em que o pivete (pequeno marginal) consegue o dinheiro para comprar a arma. O dinheiro era do próprio rapaz que havia comprado droga. Então, a conclusão que se tem é que o próprio jovem foi o financiador do assassinato da sua namorada.

Fico pensando por que as pessoas ficaram tão abaladas ao ver médicos sendo presos. Pois, se o garoto que comprou a droga financiou o crime, os médicos são os ladrões do dinheiro que financia formas preventivas de se cometer crimes.

Então, quem é o maior criminoso? Quem rouba (pivete), quem financia (jovem) ou quem torna o crime necessário para a sobrevivência.

Tuesday, February 13, 2007

Em tempos de guerra no Rio surge um novo sentimento de segurança no Sul

A criminalidade tem sido um problema que tem atingido todos os brasileiros. Neste ano, muitos estados tiveram seus governos modificados. Ou seja, novos governantes foram escolhidos pelo povo que através do voto mostrou o seu descontentamento com os políticos que vinham gerindo o país.

No Rio Grande do Sul já pode-se perceber nas ruas algumas mudanças drásticas no que diz respeito à segurança pública. A atual governadora, Yeda Crusius, ordenou que os efetivos fossem para as ruas e que formassem um cerco contra o crime de forma dura e constante.

O aumento no número de blitz policial que podemos ver é algo que vem passando um novo sentimento de segurança para a população. Assim como o número de policiais e viaturas que parecem ter surgido do nada de uma hora para outra. O que se pode perceber é que uma simples atitude de comando tomada pela governadora foi mais eficiente que anos de políticas e investimentos na segurança pública.

A atitude tomada pela polícia do Rio Grande do Sul liderada pelos seus governantes já vem apresentando bons resultados. Segundo um artigo que li, há alguns dias na coluna do jornalista Políbio Braga, as ocorrências policiais no Rio Grande do Sul diminuíram 90% em janeiro de 2007 se comparadas ao mesmo período do ano anterior.

Para se ter uma idéia de como os números mudaram com essa simples atitude de comando, cerca de 640 mil veículos foram parados nas barreiras policiais somente em janeiro, um aumento de 133% em relação ao mesmo mês de 2006.

A governadora e seu secretário de segurança, Enio Bacci, parecem estar cumprindo com o seu papel neste início de governo e passam um novo sentimento de segurança aos gaúchos. A população percebendo a necessidade de atitude contra o crime pode até mesmo passar a cooperar contra o crime, pois depois de anos de descaso muitos já haviam desistido de fazer queixas ou até mesmo denunciar um crime que estava ocorrendo a sua frente.

A população poderá perceber que a polícia pode estar presente para protegê-la e passar a exigir esse efetivo permanentemente. Assim, a governadora Yeda e o secretário Bacci devem tomar cuidado para não darem um tiro no próprio pé, já que mostraram que é possível ter-se policiais nas ruas, mas deverão manter esse efetivo para garantir o controle da criminalidade e a credibilidade do seu governo.

O que me parece que faltava para a segurança pública era atitude. Atitude que a governadora e seu secretário tiveram. O que esperamos é que essa atitude seja, também, tomada para várias outras políticas públicas e que esse governo tenha sucesso em gerir um dos estados mais tradicionais do Brasil.

Que essa atitude sirva de exemplo para o país inteiro e que nossos políticos ainda tenham salvação.

Com essa atitude de Yeda Crusius pode-se até dizer que no Rio Grande do Sul até mulher paulista vira macho.

Tuesday, January 09, 2007

Alice na cidade das maravilhas, op’s cidade maravilhosa, tsc, seria mundo das maravilhas?

O Rio de Janeiro, conhecido no mundo como Cidade Maravilhosa, continua vivendo o seu caos. Primeiro provocado pela onda de ataques no final do ano e agora por estar sofrendo com as chuvas. Mas, e o resto do país? Parece que só Alice salva o Rio!

Parece que a temperatura de 40 graus na cidade tem provocado evaporação em demasia na cidade maravilhosa e provocado alagamento por todo o Estado fluminense. A questão é que a cidade, em que gostam de dizer - ser o cartão postal do Brasil, não está preparada nem para uma temporada de chuvas um pouco mais extensa. Ou seja, a infra-estrutura carioca não agüenta nem água por cima e os cariocas, realmente, tem tomado um banho de água fria atrás do outro.

A outra situação que os cariocas estão submetidos é por serem reféns do crime. O Rio de Janeiro vive há anos com o problema dos traficantes e agora parece que policiais e agentes de segurança descobriram um novo nicho de mercado nessa situação. Estão “vendendo” segurança através das milícias que passam a surgir nos morros da cidade. As milícias, segundo a revista Isto É, cobraria taxas sob o gás, TV a Cado, Luz, entre outros, para garantir a segurança das favelas. Também segundo a revista, mais de 50 favelas já teriam sido liberadas do tráfico e passado ao controle das milícias.

Bem ou mal, as milícias parecem liberar as famílias dos traficantes. Mas, estas, agora, tornam-se reféns dos seus próprios libertadores. Para quem gosta um pouco de história, indico a leitura sobre o surgimento da máfia nos Estados Unidos. A partir da “venda de segurança” e “garantia de liberdade” para o trabalho surgiram as máfias na cidade nova-iorquina, considerada na época como a mais perigosa no mundo. O filme Ganges de Nova York (tradução no Brasil) mostra um pouco do caos da cidade, de forma até engraçada.

Agora, a grande questão é que parece que para se acreditar que o Rio é uma cidade maravilhosa seria necessário acreditar-se também nos personagens de Alice no Mundo das Maravilhas. Talvez tais personagens pudessem salvar a cidade dessa situação.

Pode parecer um pouco de implicância com o Rio de Janeiro. Mas, o que é necessário ressaltar é que a cidade carioca não mudou nada. Há muitos anos vive tal situação. Na verdade, sempre viveu. O que vemos agora é uma população cansada que passa a revoltar-se com o crime e procurar alternativas (milícias) para garantir sua segurança. Em função dessa revolta dos “civis” o crime organizado contra-ataca e o Rio passa a viver o que pode ser o início de uma guerra civil. Exagero ou não, é só compararmos com a situação de outros países. Morre mais pessoas no crime carioca que em muitas guerras declaradas pelo mundo.

Mas, o que precisamos, em primeiro lugar fazer, é mostrar ao mundo que o Brasil é muito mais que o Rio de Janeiro. A situação da segurança é um problema em vários estados brasileiros. Mas, assim como no mundo. Pois o país todo poderoso do mundo (EUA) tem o maior índice de consumo de drogas do planeta, maior financiador do crime. Então, lá também há problemas de segurança.

Então, o que é necessário é rasgar esse cartão postal brasileiro e ressaltar-se tantos outros. Que pode ser encontrado no próprio litoral fluminense, como Angra dos Reis, por exemplo. Há ainda todo o nordeste, litoral catarinense, serras pelo país, Pantanal, Amazônia. Pergunto-me sempre: por que o cartão posta do Brasil tem que ser uma cidade que vive em caos?

Todos se lembram do 11 de setembro. As Torres Gêmeas eram o cartão postal da cidade de Nova York, ao menos a visão do sul de Manhattan. Agora, percebam as últimas imagens que vimos da cidade americana e repare o quanto eles voltaram a valorizar o Empire States. Então, nada mais é do que uma visão publicitária da cidade.

O Brasil fala tanto em turismo mas parece não aprender a valorizar os seus pontos de vista mais expressivos. Tanta coisa boa para se mostrar e por que continuar insistindo na cidade “maravilhosa”?

Lá, de maravilhoso só pra quem acredita em ficção. A propósito, o Rio seria um ótimo set para um filme de ação, daqueles bem fictícios. Pois, só os mocinhos invencíveis do cinema de Hollywood para sobreviver no Rio de Janeiro.

A única dúvida é que seria o vilão, poderia ser um ahh “garotinho”!

Friday, December 01, 2006

Trânsito maluco

O trânsito na estrada de Rio Grande para Porto Alegre pode ser comparado a um front de guerra, visto tamanha insegurança causada, principalmente, pelo grande movimento de caminhões que se destinam ao porto riograndino e, ainda, de uma estrada estreita que já deveria ter sido duplicada.

No último mês tenho estado nessa batalha em função de alguns compromissos que tenho tido em Porto Alegre e não há se quer uma viagem que não presencie um acidente. A estrada é muito estreita e o movimento intenso. Caminhoneiros não respeitam a sinalização e ultrapassam em qualquer lugar. A propósito, sinalização que parece estar errada em muitas curvas em que segunda as fachas no meio da pista é permitida a ultrapassagem, no entanto deveriam proibir.

Ontem presenciei mais um acidente, várias ambulâncias e carros destruídos. Porém, isso foi logo no início da viagem. A partir daí, tive de iniciar uma luta para que caminhões não passassem por cima de mim. Os caminhões estão cada vez mais rápidos e perigosos. Alguns, pareciam realmente malucos descontrolados.

A estrada deveria ser duplicada, visto tamanho movimento, e a fiscalização deveria ser maior, para que os motoristas respeitassem mais as regras de trânsito. Assim, poderíamos ter mais tranqüilidade em viajar e não ficarmos estressados a cada vez que se sai para uma estrada. Afinal, pagamos uma conta cara para isso. São 10 pedágios para quem vai e volta de Porto Alegre.

O transporte ferroviário seria outra solução para desafogar as estradas brasileiras. Porém, nem a imprensa parece preocupar-se com isso. São raras as reportagens que lemos e falam a respeito do assunto. Isso, contribuiria principalmente para resguardar a vida das pessoas que precisam viajar a trabalho ou apenas saem a lazer e podem não voltar.

É triste, mas é a realidade a que somos submetidos a enfrentar.

Nessas condições, desejo apenas uma coisa aos viajantes:

SORTE...